16 de março de 2010


16 de março de 2010

O quanto de cada personagem existe dentro de mim?
Como todos esses personagens me atravessam: a menina, a mulher, a puta, a que tenta se manter na linha, o Barba Azul, a vendedora de bucetas, o leiloador, a Pombagira.
Quantos Barbas Azuis atravessam nossos caminhos no decorrer da nossa existência?




















22 de outubro de 2009

22 de outubro de 2009
A menina putificada que se santifica.
A putificação justifica a santificação.
Menina puta santa.
A menina que revive seu caminho, que reencontra suas pedras, suas perdas.
Menina perdida...
Se perde dos seus sonhos.
É jogada na vida por quem lhe deu à vida.
Em seu caminho brotam pedras.
As pedras ferem seus pés e sangram sua alma. A menina que perde a vida e se encontra com outra menina, a menina dos contos de fadas que está prestes a ser devorada pelo lobo mau.
A menina que perdeu a vida mostra a vida pra outra menina.
Mostra toda sua dor, seu sangue e encoraja a outra menina a buscar caminhos diferentes.
A menina que perdeu a vida ilumina a vida da outra menina.
Elas se fortalecem, guerreiam e vencem.
Uma e outra, outra e uma.

18 de dezembro de 2008


18 de dezembro de 2008

Giros, gargalhadas, dissimulação, mostrar-se no que não se é, querer, possuir, dominar, jogar com todas as armas, não importa como, desde que se atinja o alvo. Descobrir o alvo... focar... objetivar...
A atriz diante de muitas possibilidades.
As possibilidades... deliciosas!
A atriz com vontade de saborear mais, mais e mais.
Universos infinitos!
Sedução...
A atriz seduzida se prepara pro mergulho, mergulho interno, mergulho intenso, que de tão intenso quase acaba com todo o ar.
Falta de ar... às vezes o fôlego parece que está mais curto. Mergulha um pouquinho e volta, às vezes, tem mais ar.
Hoje, a medida que ia e voltava, a capacidade respiratória aumentava. O último mergulho foi o mais intenso. Foi o mais delicioso.
Quatro pessoas... muitas relações!
Relações que se cruzam e se transformam...

5 de dezembro de 2008


5 de dezembro, 2008

Fica a capuxeta, ficam as vacas e bois, a sujeira, a terra, a vontade de correr, de ser livre, de poder voar. Eu queria voar... mas não consigo nem fazer uma capuxeta...
Coceira nas pernas por causa do mato... medo de bicho grande...
Quantas possibilidades num espaço que não é cotidiano... sair do cotidiano. Hoje eu realmente estive aqui, completamente presente, fazendo sem pensar, mais que na meditação. O vento no rosto, a terra pintando a pele, a cidade aos nossos pés, o alto, o contato!
Espaço, objetos, bois e vacas, gente, camisinhas... quantas histórias já aconteceram aqui?

 

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